
Ainda no Japão, estudante brilhante de Literatura Inglesa, Issei
Sagawa, nascido em 26 de abril de 1949, ficou muito atraído por uma
professora alemã. “Eu me perguntei se eu poderei comer esta mulher.”
Uma noite, Sagawa invadiu o apartamento dela. Planejava matá-la. Ela
dormia, nua. Ele procurou por algo para golpeá-la. Achou uma sombrinha. Mas ela
acordou antes que ele começasse a agir, e gritou. Ele se assustou e fugiu.
Mas naquela ocasião ele percebeu que seria fácil colocar seus planos em
prática, bastava planejar melhor. A ideia continuou na cabeça. Mas, na verdade,
não era uma fantasia nova. Issei Sagawa disse, depois, que pensava em
canibalismo desde a infância, desde que teve um sonho em que ele e seu irmão
estavam em um caldeirão, sendo preparados para serem comidos por alguém.
Após o incidente com a professora, Sagawa foi a um psiquiatra, que se
preocupou bastante com a história. O pai de Sagawa, um homem rico, pensou que
mandando-o estudar fora ele pudesse deixar de lado estas ideias. O que o pai de
Sagawa não pesou em seus raciocínios é que o jovem não fantasiava com
japonesas, mas apenas com as ocidentais.






